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Brasil, Flor amorosa
de três raças
Sinopse:
O povo brasileiro é o produto, me princípio de três raças:
a branca, negra e a indígena, os costumes desses povos eram diversos, em todos os sentidos e modos, de sua mescla, de sua fusão resultou sua cultura. A nossa cultura popular é uma das mais belas do mundo, pena que, como país subdesenvolvido que éramos, estávamos sujeitos a influências de costumes estrangeiros. A tal ponto foi o brasileiro influenciado pelos mais desenvolvidos, que aceitar nosso folclore passou a ser, até mesmo, motivo de mal gosto.
Hoje, o Brasil descobre a si próprio. Estamos caminhando com passos largos para ocupar o merecido lugar entre as principais nações do mundo.
Aos jovens cabem descobrir e evoluir o nosso folclore. A eles cabem sentir o orgulho em cantar nossas músicas, mostrar nossas danças e evoluir nossos rituais folclóricos. Nosso folclore que mais nos interessa de perto possui três grandes fontes: A portuguesa, a africana e a brasileira, dessa fusão de três raças tornou-se um país de maior cultura folclórica do mundo.
O folclore é passado de geração para geração e é formado por canções, contos, lendas e mitos. As canções de ninar são um exemplo de canções folclóricas, mas existem canções que os pescadores cantam quando puxam a rede do mar, as que os agricultores cantam na época da colheita e do plantio e muitas outras.
Os contos, as lendas e outros mitos são histórias inventadas sobre animais ou seres humanos. Existem contos com o objetivo de ensinar às pessoas como agir (as fábulas) e contos que simplesmente falam de situações que podem acontecer a qualquer pessoa (os contos de fadas). Já as lendas, embora também sejam histórias inventadas, partem de um fato real. Os mitos procuram explicar, de uma forma mágica, a origem do homem e do mundo. Há outros tipos de manifestações folclóricas, como as superstições, as brincadeiras, os provérbios e uma infinidade de outras coisas que casa povo cria como forma de revelar seu modo de pensar e de agir, por isso cada povo tem seu folclore, mesmo que este varie um pouco de região, como no Brasil. Através dos escravos recebemos da África considerável acervo para o nosso folclore, principalmente nas regiões do massapé, dos canaviais ou da terra roxa dos cafezais, onde a existência das senzalas eram grandes, proporcionando cantos dolentes, danças exóticas e cerimônias étnico – religiosas. Os portugueses e os índios também muito contribuíram para o acervo cultural, dessa miscigenação de três raças. A Mocidade de Vicente de Carvalho dá a sua pequena contribuição no sentido de mostrar ao povo brasileiro uma parte do nosso folclore neste carnaval, tema este que está no sangue e na alma do cidadão brasileiro. Para melhor amostragem de uma parte do folclore, dividiremos em regiões, tirando os principais, que mais se destacam em cada região. Na região Norte – Nordeste, temos como predominância:
Bahia: A capoeira, rituais folclóricos de candomblé e de umbanda.
Pernambuco: Na área da cana – de – açúcar, encontra-se os mais variados tipos de folclore, como: frevo, maracatu, congada, ciranda e pastoril. Também aparecem nas regiões canavieiras, o bumba – meu – boi, popular em todo o Brasil, os desafios e um número sem fim de superstições, cantorias e emboladas.
Maranhão: bumba – meu – boi, lundu e o tambor de crioula. Pará: Carimbó e o Côco Amazonas: Temos o bailado, de origem indígena, com danças com penas coloridas, arco e flecha, caiapó bailado de influência indígena, aparece em diversos estados do Brasil. Na região Sul – Sudeste
Rio Grande do Sul: Temos a chula, dança desafio de origem portuguesa. As festas juninas têm tanta evidência como os já citados, têm presença em quase todos os Estados do Brasil, como cultura popular.
São Paulo: Cateretê Rio de Janeiro: A predominância é o carnaval, realizado no mês de fevereiro ou março, onde as agremiações carnavalescas dão uma demonstração de um visual de maior colorido do mundo. Tendo como ênfase o samba, marcha ou frevo. Estes tipos de demonstração são realizados em todos os Estados do Brasil, com diferentes estilos de dança, ritmos e fantasias.
Ad Moreira |